Jocelito é culpado por irregularidades, diz FGV
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terça-feira, 19 de março de 2002
Rodrigo Sais Equipe da Folha 
Curitiba - O prefeito de Ponta Grossa, Péricles de Holleben Mello (PT), divulgou ontem parte da auditoria realizada nas contas do município entre 1997 e 2000, período em que a cidade era administrada por Jocelito Canto (PRP). O relatório, feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), apontou várias irregularidades tanto na administração direta quanto nas autarquias e fundações. Jocelito Canto não foi encontrado pela reportagem da Folha para comentar o assunto.
A realização da auditoria era uma promessa de campanha de Holleben Mello, e demorou um ano para ser concluída. Segundo os dados da FGV, houve fraudes em diversas licitações realizadas no período, além de uma tentativa de esconder a dívida pública de Ponta Grossa, que chega a R$ 95 milhões. Pelo relatório, a prefeitura não teria pago compromissos no valor de R$ 8,164 milhões, o que acabou fazendo com que o município fosse inscrito no Cadastro de Inadimplentes da União (Cadin).
A auditoria encontrou também irregularidades em mais da metade das obras realizadas pela prefeitura no quadriênio, seja por falta de licitação ou por indícios de superfaturamento. A utilização dos recursos do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef) também foram questionados. Segundo os relatores, o dinheiro teria sido utilizado para comprar vales-transporte e pagar estagiários da prefeitura.
Na Agência de Fomento Econômico de Ponta Grossa (Afepon), também foram encontradas várias irregularidades pelos técnicos da FGV, especialmente em obras relacionadas à pavimentação das vias municipais.
A assessoria da prefeitura afirmou ontem que a divulgação da auditoria continuará hoje, mostrando o resultado das investigações realizadas em ramos da administração indireta de Ponta Grossa. Serão apresentados os relatórios das auditorias do Pronto Socorro Municipal, da Fundação Promover, do Serviço de Obras Sociais (SOS), da Fundação Proamor, da Fundação Educacional de Ponta Grossa (Funepo) e da Fundação de Apoio e Promoção ao Idoso (Fapi), além da sindicância nos serviços de manutenção da iluminação pública. Esses relatórios foram elaborados por escritórios de contabilidade locais.


