O ex-prefeito de Ponta Grossa Jocelito Canto (PSDB) contestou ontem o relatório da auditoria que vem sendo feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) nas contas do município, entre 1997 e 2000. O relatório foi apresentado na terça-feira pelo prefeito Péricles de Holleben Mello (PT) e aponta irregularidades que teriam sido praticadas na administração passada.

Segundo Jocelito, o relatório contém diversos erros, como no caso de um dos programas de pavimentação que ele implementou. Pelo relatório da FGV foram usados recursos do Paraná Urbano, mas o ex-prefeito disse que tudo foi feito com recursos da prefeitura.

Quanto aos pagamentos sem nota fiscal que, segundo a auditoria passam dos R$ 4 milhões, Jocelito disse que elas só podem ter sumido agora. Ele afirmou que não fez nenhum pagamento sem a documentação necessária.

Jocelito relatou ainda que já tinha conhecimento da maioria das irregularidades apontadas pelo relatório. ''Eles consideram como irregularidade a troca de um serviço por outro na execução de uma obra, mas isso é normal'', considerou. O próprio secretário de Planejamento, Joel Larocca, concordou que essa troca não é ilegal, porém ressaltou que seria necessário documentar essa substituição dos serviços.

Sobre a piscina construída na Fundação de Assistência e Promoção do Idoso (Fapi), que pelo relatório custou cerca de R$ 110 mil enquanto equipamento similar hoje está orçado em R$ 17 mil, Jocelito explicou que os técnicos da FGV estão levando em conta só o valor da piscina. ''Mas lá foram feitos vários outros serviços, como a parte de alvenaria para cobrir o local, os banheiros, vestiários e aquecimento da piscina'', argumentou.

Ontem Jocelito protocolou um pedido na prefeitura para ter acesso a todo o conteúdo do relatório. ''Eu estou tranquilo porque na hora que vierem as ações do Ministério Público terei como me defender'', afirmou.

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