Jobim quer rever estrutura do setor aéreo
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quinta-feira, 26 de julho de 2007
Renata Giraldi<BR>Folhapress 
Brasília - O novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse ontem que é preciso rever a estrutura do comando do setor aéreo.
Ontem, após receber o cargo do ex-ministro Waldir Pires, Jobim disse que o problema da crise aérea era estrutural. ''A questão posta é estrutural. Precisamos identificar responsabilidades do passado. Mas precisamos encontrar soluções para o futuro.''
Em seguida, ele deu uma alfinetada na oposição por querer supostamente se aproveitar da crise aérea para atacar o governo. Em seu discurso, Jobim criticou ''aqueles que se satisfazem com retaliações e pensam em ajustes com o futuro''.
Jobim afirmou que o momento é de ação no enfrentamento da crise do setor aéreo. Segundo ele, a hora não é de ficar se lamentando ou remoendo expectativas sobre o que deixou de ser feito.
''Aja ou saia. Faça ou vá embora'', repetiu ele sobre as ações que serão implantadas pelo governo para solucionar o problema da crise aérea.
O novo ministro disse que o plano de controle da crise aérea vai priorizar a segurança dos vôos, mesmo que isso signifique a manutenção de filas nos aeroportos e atrasos e cancelamentos de vôos. ''A comodidade vem depois da segurança. A liberdade tem seu preço. Se esse é o custo da segurança, vai haver (filas)''.
Jobim sinalizou mais uma vez que pretende fazer mudanças na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Infraero (estatal que administra os aeroportos). Pela lei, o presidente da Anac, Milton Zuanazzi, não pode ser demitido. Seu mandato vai até 2011. ''Temos de verificar se modelo de agência serve ou não. Ainda não tenho clara essa noção'', disse.
Jobim pretende convidar Rossano Maranhão, ex-presidente do Banco do Brasil, para comandar a Infraero. O cargo está nas mãos do brigadeiro José Carlos Pereira.


