São Luís - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nelson Jobim, disse ontem em São Luís que não trabalha com a hipótese de se afastar do comando do órgão, tese que vem sendo defendida por partidários das candidaturas presidenciais de oposição.
Os oposicionistas acusam Jobim, que é ex-peemedebista e amigo do presidenciável José Serra, pela coligação PSDB-PMDB, de contribuir para decisões favoráveis ao candidato do governo, sendo que a última delas teria sido a cassação na madrugada do último sábado de liminar que impedia a realização da convenção nacional do PMDB.
‘‘Não há absolutamente nada (sobre isso)’’, disse, quando questionado sobre se existe a hipótese de ele se declarar impedido de comandar as eleições de outubro.
Os três candidatos de oposição - Luís Inácio Lula da Silva (PT), Anthony Garotinho (PSB) e Ciro Gomes (PPS-PTB-PDT) -preparam nota conjunta em que condenam três atitudes do TSE: a cassação da liminar, a verticalização e a proibição da presença de Ciro nos programas do PTB e PDT.
‘‘Todas as decisões que não atendem a certos interesses são combatidas. Isso está dentro da mais absoluta normalidade. O Tribunal continuará decidindo de acordo com a lei’’, afirmou.
Questionado sobre se sua amizade com Serra não põe as decisões do TSE sob suspeita, Jobim disse que o tribunal não é composto só por ele: ‘‘O TSE é um conjunto de sete membros, que decidem com absoluta autonomia e independência’’.

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