Jobim diz que Abin vai participar das eleições
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segunda-feira, 03 de junho de 2002
Mariângela Gallucci<br>Agência Estado 
Brasília - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nelson Jobim, disse ontem que a Agência Brasileira de Informações (Abin), ligada à Presidência da República,será a responsável pelo programa de segurança no transporte de dados das seções eleitorais para o setor de totalização de votos. Ele tomou a decisão apesar dos apelos de partidos e políticos para que o órgão do governo fosse retirado do processo eleitoral. Ou fazemos com a Abin ou utilizaremos os sistemas de Israel ou dos Estados Unidos. Para isso, teríamos que registrar todo o nosso sistema em um desses países. Isso nós não faremos. Temos um sistema confiável, absolutamente correto, afirmou.
Nelson Jobim criticou o presidente do PDT, Leonel Brizola, que questiona a votação eletrônica. Ele (Brizola) está com a cabeça voltada para 1960, afirmou. O problema básico com estes personagens é que eles desejam voltar ao sistema da votação a bico de pena. Chamam isso de voto vivo. É claro que o governador Brizola não deseja fazer fraude. Mas voltar ao voto vivo é o maior atraso que nós teríamos dentro do sistema nacional de votação, completou.
O presidente do TSE ironizou a proposta de Brizola de pedir ao ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter que seja observador na eleição deste ano. O TSE não tem nenhuma restrição. Aliás, ele virá aqui para aprender. Porque, dos americanos, nós não temos nada para aprender. Eles é que têm para aprender, disse.
Jobim voltou a avisar que a Justiça Eleitoral será rígida. O TSE já mostrou aos partidos que não está brincando. Tanto é que pela primeira vez no Brasil o tribunal cassou o mandato de um governador de Estado (Mão Santa, do Piauí) que havia praticado abuso de poder econômico e abuso de poder político.


