Brasília - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nelson Jobim, se empenha em encontrar uma solução para o Plano de Cargos e Salários (PCS) dos funcionários públicos da Justiça, que significa reajustes de mais de 100%, a um custo de R$ 3 bi por ano.
De acordo com integrantes do Judiciário, Jobim, que é amigo do presidente Fernando Henrique Cardoso, teme que os funcionários da Justiça Eleitoral façam greve, caso não seja dado um aumento satisfatório. Ontem, ele negou que tenha esse receio. Mas adiantou que uma paralisação na época da eleição seria um ‘‘crime’’.
Por causa de uma ameaça de greve às vésperas da última eleição municipal, em 2000, o TSE autorizou, administrativamente, uma elevação de 11,98% nos salários dos servidores, retroativa a abril de 1994. A decisão foi contestada no Supremo.

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