Os 8.201 eleitores de Joaquim Távora (Norte Pioneiro) terão que retornar às urnas no dia 7 de abril para eleger um novo prefeito e vice-prefeito em uma eleição suplementar, determinada por unanimidade pela corte do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná na tarde de ontem. O pleito foi remarcado porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o registro do candidato eleito em outubro último, Wilson Walter Ovçar (PSC), conhecido como Vatão. Ele teve o registro cassado porque, quando esteve à frente da Prefeitura de Joaquim Távora, entre 2005 e 2008, as contas do município foram reprovadas pelo Tribunal de Contas (TC) do Paraná. Vatão foi procurado ontem, mas não quis se manifestar sobre o assunto. A decisão do TSE ainda o deixa inelegível pelos próximos 8 anos.
As novas convenções e o registro dos novos postulantes serão realizados entre 3 e 5 de fevereiro. Dia 6 de fevereiro já começam as propagandas eleitorais de rua. Segundo a legislação eleitoral, o pleito só é realizado novamente se o candidato vencedor conquistar mais de 50% dos votos válidos. No caso, Vatão teve 3.478 votos (50,83%) e o concorrente do PR, Cláudio Revelino, ficou com 3.365 votos (49,17%). Segundo a assessoria de imprensa do TRE, se Vatão tivesse ficado com menos de 50%, o segundo colocado assumiria a vaga no Executivo, sem a necessidade da realização de um novo pleito. Até a data da eleição, a cidade vai sendo administrada pelo presidente da Câmara de Vereadores, Sebastião Aparecido Lopes, o Tião Paulista (PSDB).

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