Brasília - Autor de denúncias sobre a existência de um esquema de corrupção no Ministério do Esporte, o policial militar João Dias Ferreira se encontra na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, onde prestará novo depoimento. Ao chegar à PF hoje (24), Ferreira disse que entregará aos investigadores 13 arquivos de áudio e uma relação de nomes de empresas beneficiadas pelo suposto esquema.

João Dias acrescentou que pessoas ligadas ao ex-ministro e atual governador do DF, Agnelo Queiroz, participam das gravações, mas negou ter qualquer gravação com o atual ministro, Orlando Silva. "Há apenas pessoas próximas a ele", disse o policial militar, referindo-se a Fábio Hansem – então chefe de gabinete da Secretaria Nacional do Esporte Educacional, mas que atualmente assessora Orlando Silva – e Charles Rocha, então chefe de gabinete da Secretaria Executiva do ministério. A reunião, segundo a revista Veja, ocorreu em abril de 2008.

"Fui convidado para uma reunião na calada da noite, com o objetivo de parar com a produção de documentos falsificados que originaram a Operação Shaolin", disse. "Acredito que [durante] toda a semana vão aparecer coisas novas porque estamos recuperando as provas", disse em referência aos arquivos na PF obtidos durante a operação.

Além disso, acrescentou, entregará até a próxima quarta-feira (26) oito vídeos de Michael Vieira, a primeira pessoa a denunciar o esquema, negociando uma delação premiada. "A minha briga é para provar que existem vários pagamentos de diversas empresas e entidades. Como nós rejeitamos esse protocolo, aconteceu a Operação Shaolin", disse.

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