Leandro Donatti
A Assembléia Legislativa do Paraná entra em recesso a partir de quarta-feira, dia 30, e retorna às atividades somente em agosto. O Palácio Iguaçu não requisitou pedido de convocação extraordinária até o momento, ao contrário de outros semestres. Os deputados, que se concentram a partir de amanhã na limpeza da pauta, voltam para suas bases eleitorais sem os R$ 6 mil que renderia um chamado do governo, mas com um adicional salarial de pelo menos R$ 2,5 mil, referente a jetons pagos pelas sessões extraordinárias realizadas em junho.
De acordo com as normas internas da Casa, cada sessão extraordinária rende R$ 400,00 por deputado. São 54 deputados. O Regimento Interno afirma ainda que não podem ser pagas mais que oito. Os deputados do Paraná têm direito ainda a realizar mais duas sessões extraordinárias até quarta-feira. O que pode representar um adicional de até R$ 3,2 mil, somente em jetons. Uma despesa total de R$ 172,8 mil, somando todos os parlamentares que têm direito. Afora o salário do mês, R$ 6 mil, e outros R$ 7 mil, em verbas de assistência social e ressarcimento.
Levantamento feito pela Folha revela que as sessões extraordinárias tiveram votação relâmpago, por conta de pautas minguadas e com temas de pouca importância. A primeira extraordinária do mês foi no dia 9. A seguinte, no dia 14 e assim por diante. As últimas - duas num mesmo dia - foram realizados no dia 23, quando os deputados analisaram dois títulos de cidadão honorário, três projetos de utilidade pública e uma lei autorizatória. A única matéria de relevância foi a discussão da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o esboço do orçamento para o ano que vem.
As férias dos deputados vão adiar a análise de pelo menos dois projetos polêmicos, considerados de relevância tanto para governo como para a Assembléia. Um deles, acaba com a terceirização na cobrança de multas hoje em vigor no Paraná. E o outro, introduz a cobrança de taxas sobre o direito de uso da água. A votação das matérias está emperrada e volta a ser discutida somente em agosto.
Até quarta, no entanto, os deputados liquidam a mensagem do governo que mexe na lei de saneamento do Banestado, que dá mais autonomia para o governo transformar em dinheiro os ativos do Banestado. A mensagem entra em pauta amanhã. Os deputados aprovaram um requerimento que possibilita a transformação da sessão em comissão geral, garantindo a análise de emendas em plenário.

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