Jerusalém sofre segundo atentado em 24 horas
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quarta-feira, 19 de junho de 2002
Das agências 
Jerusalém Pelo menos sete pessoas morreram e cerca de 40 ficaram feridas quando um homem-bomba detonou ontem os explosivos que levava presos ao corpo em Jerusalém, segundo a rádio israelense. De acordo com testemunhas, a explosão ocorreu por volta das 19 horas (13 horas em Brasília) perto de um ponto de ônibus do bairro de French Hill, no Norte de Jerusalém, a algumas quadras da sede da polícia nacional de Israel. A área, que foi conquistada por Israel na guerra de 1967, é reivindicada pelos palestinos.
O atentado suicida causou sete mortos depois que o terrorista acionou a bomba entre as pessoas que estavam num ponto de ônibus, declarou o comandante Shlomo Aharonishki. Médicos disseram que cerca de 40 pessoas ficaram feridas no ataque, cinco delas em estado grave.
A polícia de Jerusalém está em alerta depois que um militante suicida do movimento extremista islâmico Hamas matou 19 pessoas em um ônibus de Jerusalém anteontem. O presidente palestino Yasser Arafat pediu ontem à noite, num comunicado, que os palestinos parem totalmente com os atentados contra Israel, depois de dois sangrentos ataques cometidos em menos de 48 horas em Jerusalém.
Resposta Em retaliação ao atentado suicida de anteontem, Israel já havia decidido reocupar partes do território palestino na Cisjordânia. Os militares israelenses entraram em Qalqilya e decretaram toque de recolher, em uma operação destinada a erradicar as células terroristas no local, muito próximo ao território israelense, informou um porta-voz.
Além de voltar a invadir territórios, Israel deteve cerca de 1.200 palestinos por estarem ilegalmente em território israelense. A maioria dos detidos foi levada de volta para a Cisjordânia, e outros foram levados para triagem.
Em Jenin, pelo menos dez militantes palestinos leais ao movimento político Fatah, do líder palestino Yasser Arafat, e aos movimentos radicais islâmicos Hamas e Jihad Islâmica, foram detidos pelo Exército israelense. As casas também foram vasculhadas na cidade de Jenin, ao norte da Cisjordânia, de onde vários terroristas suicidas são provenientes.


