Jerusalém – Pelo menos sete pessoas morreram e cerca de 40 ficaram feridas quando um homem-bomba detonou ontem os explosivos que levava presos ao corpo em Jerusalém, segundo a rádio israelense. De acordo com testemunhas, a explosão ocorreu por volta das 19 horas (13 horas em Brasília) perto de um ponto de ônibus do bairro de French Hill, no Norte de Jerusalém, a algumas quadras da sede da polícia nacional de Israel. A área, que foi conquistada por Israel na guerra de 1967, é reivindicada pelos palestinos.
‘‘O atentado suicida causou sete mortos depois que o terrorista acionou a bomba entre as pessoas que estavam num ponto de ônibus’’, declarou o comandante Shlomo Aharonishki. Médicos disseram que cerca de 40 pessoas ficaram feridas no ataque, cinco delas em estado grave.
A polícia de Jerusalém está em alerta depois que um militante suicida do movimento extremista islâmico Hamas matou 19 pessoas em um ônibus de Jerusalém anteontem. O presidente palestino Yasser Arafat pediu ontem à noite, num comunicado, que os palestinos ‘‘parem totalmente’’ com os atentados contra Israel, depois de dois sangrentos ataques cometidos em menos de 48 horas em Jerusalém.
Resposta – Em retaliação ao atentado suicida de anteontem, Israel já havia decidido reocupar partes do território palestino na Cisjordânia. Os militares israelenses entraram em Qalqilya e decretaram toque de recolher, em uma operação destinada a ‘‘erradicar as células terroristas’ no local, muito próximo ao território israelense, informou um porta-voz.
Além de voltar a invadir territórios, Israel deteve cerca de 1.200 palestinos por estarem ilegalmente em território israelense. A maioria dos detidos foi levada de volta para a Cisjordânia, e outros foram levados para triagem.
Em Jenin, pelo menos dez militantes palestinos leais ao movimento político Fatah, do líder palestino Yasser Arafat, e aos movimentos radicais islâmicos Hamas e Jihad Islâmica, foram detidos pelo Exército israelense. As casas também foram vasculhadas na cidade de Jenin, ao norte da Cisjordânia, de onde vários terroristas suicidas são provenientes.

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