Os dois principais pré-candidatos do PSDB à sucessão presidencial, o governador do Ceará, Tasso Jereissati e o ministro da Saúde, José Serra, aproveitaram a Convenção Nacional do partido realizada no sábado em Brasília, para disputar espaço entre os delegados que escolherão o candidato do partido às eleições de 2002. Serra conclamou os tucanos a mostrarem as realizações do governo Fernando Henrique Cardoso à sociedade. Tasso saiu em defesa da ética, alertando que o PSDB não pode perder essa bandeira.
Serra e Tasso condenaram a oposição, que segundo os tucanos, estaria fazendo ‘‘pré-julgamentos e denúncias de corrupção sem provas’’ para atingir o presidente.‘‘A palavra de um vagabundo qualquer na mídia vale mais que a declaração do presidente da República ou do presidente da Câmara’’, disse o governador cearense. ‘‘Não se pretende combater a corrupção, mas os adversários políticos de amanh㒒, reagiu Serra.
Durante seu discurso, o governador foi interrompido por militantes com palavras de ordem, ‘‘Brasil urgente, Tasso presidente.’’ Foi o mesmo grito de guerra que Serra ouviu ao chegar ao Clube dos Servidores do Distrito Federal, onde foi realizada a convenção que elegeu o deputado José Anibal (SP) para a presidência do PSDB.
Serra também ganhou aplausos da platéia. O ministro fez uma análise sobre o comportamento tímido dos tucanos frente aos seis anos do governo do PSDB e chegou a dizer que, nesse ponto, o partido deveria aprender com a oposição. ‘‘Eles têm muito a aprender conosco, mas em comunicação temos que aprender com eles’’, afirmou. Tasso defendeu a política de privatização das estatais implementada pelo governo. ‘‘O PSDB abriu mão do poder e acabou com a barganha por cargos e um sistema político sustentado pela corrupção’’, concluiu.

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