O deputado federal José Janene (PPB) ajuizou ontem uma ação por danos morais contra os promotores Bruno Galati, Cláudio Esteves, Solange Vicentin, Leonir Batisti, Antonio Winkert de Souza e o Estado. Os promotores são responsáveis pela investigação de desvio de dinheiro da Prefeitura de Londrina, que ficou conhecido como caso AMA/Comurb. A ação sugere indenização de R$ 18 milhões e bloqueio dos bens de todos os promotores.
Segundo o advogado de Janene, Adolfo Góis, as seis ações civis públicas feitas pelo Ministério Público, contra o deputado, ‘‘são ilegais e descabidas’’.
‘‘Eles estão abrindo uma ação civil pública e concomitantente uma criminal pelo mesmo caso, mas o deputado não é citado somente na criminal. Se ele não cometou peculato, jamais cometeu improbidade.’’
Conforme os promotores Cláudio Esteves e Bruno Galati, cópias de todas as ações ajuizadas contra Janene foram encaminhadas para a Procuradoria Geral de Justiça, foro competente para investigar deputados federais. ‘‘As provas, que são de conhecimento público estão aqui. Temos provas sigilosas, sigilo bancário e documentos que não podemos mostrar. Já que ele diz que não existem provas contra ele, nós fazemos um desafio público. Senhor deputado, abra seu sigilo bancário, e mostre para a população que o Ministério Público não encontrou nada.’’
‘‘Eu aceito, mas eu quero que ele venha a explicar os US$ 200 mil que ele recebeu na investigação de contratação de funcionários da Comurb, que ele explique, que abra o sigilo bancário. Que ele explique porque ele autorizou o Eduardo Alonso a vender imóves, comprados com dinheiro público’’, devolveu Janene.
A Folha tentou novo contato com Galati, para responder as acusações do deputado, mas ele não foi localizado.

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