Janene garante que não renunciará ao mandato
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quinta-feira, 13 de outubro de 2005
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
O deputado federal José Janene (PP) afirmou ontem, categoricamente, que irá enfrentar o processo de cassação do mandato na Comissão de Ética da Câmara dos Deputados. O processo dele e de outros 12 parlamentares acusados de envolvimento no escândalo do ''mensalão'', devem ser instaurados na segunda-feira. A data é o limite para que os acusados renunciem aos mandatos para evitar o risco de ficarem inelegíveis até 2015 em caso de cassação.
''Vamos a julgamento'', afirmou Janene, descartando a possibilidade de renunciar ao mandato. ''Devo me aposentar, porque a responsabilidade passa a ser do paciente após certa altura, mas antes de ser julgado, não vou requerer (a aposentadoria por invalidez)'', garantiu, se referindo ao problema cardíaco que o levará a uma cirugia na próxima semana. Janene será submetido a um implante de células-tronco para tratamento de uma cardiopatia rara.
Além de Janene, outro deputado paranaense corre o risco de ter o mandato cassado. José Borba (PP) irá decidir se renucia ou enfrenta o processo de cassação em sua residência em Jandaia do Sul (18 km a oeste de Apucarana). Segundo a sua assessoria, Borba veio ao Estado no feriado do dia 12 e somente deve retornar a Brasília na segunda-feira.
Também poderão ser cassados os mandatos de Pedro Henry (PP-MT), Vadão Gomes (PP-SP), Pedro Corrêa (PP-PE), Wanderval Santos (PL-SP), José Mentor (PT-SP), João Magno (PT-MG), João Paulo Cunha (PT-SP), Josias Gomes (PT-BA), Professor Luizinho (PT-SP), Paulo Rocha (PT-BA) e Roberto Brant (PFL-MG).


