Janene e Garcia apontam manobra
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quinta-feira, 17 de novembro de 2005
Evandro Fadel<br> Agência Estado 
Curitiba - O deputado José Janene (PR) rebateu a acusação do advogado, dizendo que essa era uma ''tática anunciada''. ''Ele quer ganhar tempo e levar o processo para o Supremo Tribunal Federal (STF)'', respondeu, por meio da assessoria.
O líder do PP na Câmara dos Deputados afirmou que Bertholdo foi advogado dele há cerca de três anos numa causa sobre tributação. Com escritório em Brasília, Bertholdo tem entre os clientes o ex-deputado José Borba (PMDB-PR), que renunciou ao mandato com medo de ser cassado. Borba é um dos acusados de receber dinheiro para dar apoio ao governo.
O ex-deputado estadual Tony Garcia também negou a versão de Bertholdo sobre o suposto caixa 2, afirmando acreditar que a intenção é desqualificar a denúncia, configurando-a como delito eleitoral. ''Ele foi candidato a suplente e era o responsável pelo financeiro da campanha'', afirmou o ex-deputado estadual. ''Mas isso não tem nada a ver porque os R$ 600 mil são pagamento de honorários advocatícios num processo criminal.'' De acordo com Tony Garcia, o dinheiro está contabilizado, foi-lhe dado recibo da Antecipa, empresa de Bertholdo, e está declarado no Imposto de Renda (IR).


