Curitiba - Descontente com a resistência do senador Osmar Dias (PDT) em dividir palanque com Tony Garcia, o outro candidato do Senado na aliança de Alvaro Dias (PDT), o comando estadual do PPB partiu para o ataque. O presidente do partido, deputado federal José Janene, disse ontem que quer cortar pela metade o tempo de Osmar no horário eleitoral gratuito, que começa dia 20.
A retaliação, costurada nos bastidores no final de semana, é uma resposta à postura do irmão de Alvaro, que tem se recusado a fazer campanha conjunta com Tony Garcia. Osmar tem divergências políticas com Garcia, que integra a base governista, e tem preferido fazer sua campanha destacada da do pepebista. Garcia já chegou a usar, antes de acertada a aliança, o tempo do PPB na tevê para acusar Osmar de fazer ''gols contra o Paraná''.
A animosidade entre os dois, entretanto, foi agravada na manhã deste sábado, quando Osmar, ao saber que Garcia estaria ao lado de Alvaro em um ato político em Ponta Grossa, evitou desembarcar no município.
Ontem, Janene não escondia sua irritação. ''Diante dessa postura, o Osmar que faça campanha só com o tempo do PDT. O (tempo) do PPB e do PTB ficará com o Tony Garcia. E se ele atacar o Tony, o PPB vai tentar impugnar a candidatura dele'', disparou. Segundo Janene, a decisão foi acertada com a direção do PTB, o outro partido que compõe o grupo. Osmar preferiu não colocar mais lenha na fogueira. Tony Garcia também não escondia o mal-estar. ''Ele precisa ter postura ética'', reclamou.
Se o acerto vingar, tempo de Osmar no rádio e na tevê reduz de um minuto para 26 segundos e aumenta o de Tony Garcia de 30 segundos para pouco mais de um minuto. A manobra, porém, esbarra na legislação eleitoral. De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o tempo pertence à coligação e não aos partidos e, por isso, deve ser dividido igualmente entre os candidatos da coligação.
Mesmo que não prospere, a aposta, nos bastidores, é que retaliação do PPB crie um constragimento político a Osmar.

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