Jamil traz ao Paraná o programa do Prona
PUBLICAÇÃO
sábado, 18 de julho de 1998
Leandro Donatti 
O candidato do Prona ao governo, Jamil Nakad, não propõe bomba atômica para o Paraná, mas segue a risca as orientações do partido comandado por Enéas Carneiro na hora de apresentar suas propostas. Juiz aposentado, Nakad dividiu o seu plano de governo em 17 itens básicos, que vão desde de uma fórmula para geração de empregos, produção cinematográfica, ampliação da malha ferroviária estadual, até o incentivo à produção de software e hardware.
A base da plataforma é a criação de uma empresa pública denominada pelo candidato de Paraná Desenvolvimento (Pades). A empresa será uma holding de centenas de outras. Sua base financeira será suportada pelo poder público e iniciativa privada. A fórmula é permitir que 25% do valor do ICMS devido pelo contribuinte, ao invés de ser pago à Fazenda, seja adquirido em ações da Pades junto com igual valor de recursos próprios, sugere.
Perdão tributário ao setor hoteleiro é outro item do programa do candidato do Prona. Um dos sócios do Hotel Internacional de Foz do Iguaçu, Jamil Nakad garante que se eleito vai assegurar a redução de impostos para o setor e para o turismo, bem como incentivará a construção de parques temáticos similares ao do Beto Carrero. A idéia é investir R$ 1 bilhão em cinco parques de lazer, distribuídos por todo o Estado e que teriam, nos seus cálculos, capacidade para gerar 10 mil empregos.
Para agilizar os juizados especiais cíveis e criminais, o candidato propõe que estudantes de Direito passem a agir como árbitros entre as partes, com salário fixado em um décimo do ganho de um juiz de carreira. Além do projeto ser econômico, resolve o problema, alivia a carga de processos, cria novos empregos e provoca o ingresso de novos consumidores no mercado, prega Nakad, no seu programa.
Ele afirma ainda que no seu governo pedágio será cobrado somente nas vias de pista dupla, com preço justo e adequado. Jamil Nakad promete defender passaporte de livre circulação e isento de pagamento aos produtores rurais, transportadores autônomos e profissionais que utilizem as rodovias a serviço. Às transportadoras e empresas de ônibus se concederá, no seu projeto, isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) como compensação do pedágio.


