O ex-vereador Jamil Janene (PMDB) entrou com ação na Justiça Eleitoral alegando irregularidades no registro de candidatura do vereador Tito Valle (PMDB). Segundo Jamil, o vereador ocupava cargo público quando protocolou sua candidatura, o que contraria a lei eleitoral. Conforme a ação, Valle tinha vínculo com a 17 Regional de Saúde. Se Valle vier a ser condenado, pode perder o mandato - e Jamil, como primeiro suplente do PMDB, assumiria a vaga. Jamil teve 78 votos a menos que Tito Valle.
''Não tenho nada contra a pessoa dele. Só entrei porque a lei eleitoral diz isso (que candidato não pode ter vínculo com órgãos públicos) e me senti prejudicado. Será que se não tivesse no cargo, não teria menos votos? Lá ele atende ao público e isso pode ter tido influência'', afirmou. ''Ele pode jurar para o juiz que não vai usar o cargo para pedir voto, mas o fato é que não cumpriu a lei eleitoral.''
Valle alegou que não foi intimado oficialmente da ação e não quis entrar em detalhes. Ele se limitou a negar que ocupasse cargo público durante a eleição. ''Isso é matéria vencida, até pelo prazo'', afirmou.
Sobre a autoria da ação, Valle afirmou que Jamil está no ''direito do perdedor de espernear''.''Mas, para mim, isso fere a ética partidária. Vou mais a fundo nisso e pedir uma manifestação oficial do partido.''
O presidente do diretório municipal do PMDB, Luiz Eduardo Cheida, afirmou que o partido vê como legítima a eleição de Valle. ''Não se trata de vínculo trabalhista público. O cargo não implicava na obrigação de se desimcompatibilizar'', afirmou.
Cheida reconheceu, porém, que o litígio entre os vereadores cria um clima ''constrangedor''. ''Politicamente não é nada confortável. Vamos tentar uma conciliação.'' O presidente do diretório não indicou se algum dos dois políticos receberá punição em nível partidário.

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