Jamil recua após reunião com Acil
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sábado, 15 de fevereiro de 2014
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
Diante da promessa de empresários de assumirem a responsabilidade pela investigação dos problemas de emissão de alvarás e Habite-se para estabelecimentos em Londrina, o vereador Jamil Janene (PP) se comprometeu a retirar, por 90 dias, a proposta de criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar a situação dos empreendimentos do Marco Zero.
A decisão foi tomada em uma reunião convocada pela diretoria da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), que participou da sessão da Câmara em que tinha na pauta o pedido de CEI, anteontem. Na ocasião, o presidente da entidade, Flávio Balan, disse que os empresários queriam ouvir os motivos da investigação e que talvez não seja a hora de Londrina enfrentar esse processo desgastante.
O pedido já havia sido suspenso até a próxima quinta-feira, pelo menos, para avaliação do Departamento jurídico do Legislativo acerca de emenda de Roberto Fu (PDT), que ampliou o foco da investigação para todos os supermercados e lojas de departamento de Londrina.
Inicialmente irredutível no início da reunião, Jamil disse que retiraria a proposta, caso os empresários se comprometessem a investigar o problema e encontrar uma solução em 90 dias. Outra exigência é que o empresário Raul Fulgêncio se prontifique a explicar para esse grupo quais as dificuldades pela qual passou.
Anteontem, ao justificar seu pedido de CEI, Jamil exibiu reportagens de rádio com o empresário e trechos de sua "sabatina" na Câmara, no ano passado. À época, ele disse que empresários de fora são "sangrados" pelas exigências da prefeitura para construção de empreendimentos e pediu aos vereadores que descobrissem o que impedia a liberação dos documentos dos empreendimentos do Marco Zero.
O coordenador do Núcleo de Desenvolvimento Empresarial de Londrina, Gerson Guariente Júnior, afirmou que a categoria entende não ser necessária uma comissão de investigação parlamentar porque todos os processos sobre empreendimentos comerciais são públicos. "Toda documentação está disponível", lembrou.
A proposta dos empresários é convocar as entidades que consideram a investigação prejudicial para o desenvolvimento de Londrina, representantes da prefeitura e da Câmara para apurar o motivo dos entraves. "Se houver corrupção, o foro para tratar disso é judicial. Se for problema de burocracia, vamos tentar resolver por esse fórum", afirmou.
O empresário Raul Fulgêncio disse que prefere se inteirar sobre a decisão para comentar o assunto.


