''Sendo sabedor da enormidade de fatos'' que estão sendo levados a conhecimento dos promotores, o vereador Jamil Janene (PMDB) propôs a eles, ontem, uma investigação que ''merece ser das mais ágeis possíveis''. Para tal, afirmou que disponibiliza seus sigilos fiscal, telefônico e bancário como forma de comprovar serem falsas as imputações do ex-vereador Orlando Bonilha (PR) a ele. O peemedebista foi um 12 vereadores delatados pelo colega cassado, em depoimento ao Gaeco, há uma semana, como suposto participante de esquemas de corrupção no Legislativo municipal.
A ''autorização'' de Jamil aos promotores consta de um documento de três páginas, entregue ao delegado Alan Flore e aos promotores Cláudio Esteves e Renato de Lima Castro. Classificadas as alegações do parlamentar e o próprio documento, pelo Gaeco, como uma espécie de defesa prévia de Jamil, o material considera que ''somente uma profunda investigação (...) pode minimizar o calvário incontestável por que tenho passado''.
Antes de ser divulgado o teor do documento, Jamil saiu às pressas e negou que tivesse conversado sobre o atual escândalo. ''Estive com o doutor Alan para tratar sobre uma denúncia de policiais, algumas coisas assim - vim como membro da Comissão de Segurança (da Câmara).'' O Gaeco preferiu não comentar o que será feito com a ''defesa prévia''.

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