O presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), afirmou na noite de anteontem que conta com a ‘‘solidariedade’’ do presidente Fernando Henrique sobre as denúncias das quais está sendo alvo. ‘‘Conto com a solidariedade do presidente porque ele sabe o quanto é duro ser caluniado como ele foi no caso Cayman por dois anos e só agora se sabe que tudo era mentira’’, afirmou Jader, referindo-se ao dossiê Caribe, que falava de supostas contas no exterior da cúpula tucana.
Jader concedeu entrevista de duas horas em sua própria emissora, a RBA, em Belém, no programa ‘‘Argumento’’. Um dos quatro blocos do programa foi destinado a perguntas do público. As perguntas foram selecionadas, segundo o apresentador Mauro Bonna. Jader chamou as denúncias contra ele de ‘‘requentadas’’ e disse que elas são estimuladas pelas ‘‘viúvas’’ do ex-senador ACM e pelo interesse de reduzir o poder de seu partido, o PMDB.
Jader acabou fazendo uma revelação. Disse que chegou a visitar uma das empresas de seu ex-sócio José Osmar Borges, acusado de ser o principal fraudador da Sudam. Antes, dizia não ter muito contato com o empresário. Ao tentar mais uma vez se livrar das acusações de envolvimento do Borges, Jader disse que não pode ser responsável pela emissão de notas frias por empresários que conseguiram recursos na Sudam e, mais uma vez, citou o presidente FHC. ‘‘O que o presidente tem a ver com um empresário seu amigo que levanta dinheiro no BNDES ou no Banco do Brasil e frauda sua contabilidade?’’, questionou. ‘‘Cada um responde por seus atos’’, disse.

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