Jader tenta manobra mas perde
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quarta-feira, 13 de junho de 2001
Agência FolhaDe Brasília 
O senador Jader Barbalho (PMDB-PA) tentou uma manobra ontem, através de um projeto que daria licença prévia ao STF para processá-lo, mas o projeto foi rejeitado por 10 votos a 5 pela CCJ do Senado. O projeto foi apresentado pelo próprio Jader, na tentativa de demonstrar que ele não temia a investigação. A idéia era permitir que o STF processasse Jader independentemente de autorização do Senado, como determina a Constituição.
Os senadores Paulo Hartung e Pedro Simon (PMDB-RS) provocaram o debate sobre a investigação de Jader, ao defender o voto contrário ao parecer do senador Francelino Pereira (PFL-MG), que negava a licença por considerá-la inócua juridicamente. Hartung propôs um voto político a favor da licença para que o Senado mostrasse a vontade de investigar Jader por todos os canais, como uma CPI e o Conselho de Ética.
Roberto Requião (PMDB-RS) discordou da denúncia ao conselho. Para ele, as acusações contra Jader não podem ser objeto de análise do conselho, porque ocorreram antes que o peemedebista fosse senador. Se o senador Jader quer deixar clara sua disposição de ser investigado, basta assinar a CPI da corrupção, disse. Ontem, o bloco de oposição protocolou denúncia para que o Conselho de Ética faça o rastreamento do suposto cheque que teria sido dado a Jader como pagamento de uma negociação com Títulos da Dívida Agrária (TDAs) emitidos de forma irregular.
Senadores do PFL avaliam que, apesar de o assunto não ser da estrita competência do conselho, pode gerar um fato político, principalmente por causa da exposição à opinião pública. No PSDB, também cresce a pressão para que o caso Jader seja debatido. O PMDB mantém a rede de proteção ao presidente da Casa. A esperança é que a denúncia seja rejeitada pelo conselho.


