O secretário-geral do Senado, Raimundo Carreiro, transformou-se em testemunha-chave no processo que pode levar à cassação do presidente licenciado da casa, Jader Barbalho (PMDB-PA). O motivo da falta de decoro seria abuso parlamentar. Mas, como Carreiro reagiu, ao ser indiretamente acusado por Jader de ter retido o pedido de informação ao Banco Central sobre o caso Banpará, ele pode igualmente ser acusado da prática de perjúrio.

O senador foi categórico no depoimento que prestou, na quarta-feira, à comissão de investigação do Conselho de Ética, ao negar que tenha que tenha retido o pedido. Ele alegou, entre outras coisas, que o ato de despachá-lo ''é uma tarefa da secretaria-geral da Mesa''.

Quando o senador Jefferson Péres (PDT-AM) perguntou se não seria seu dever encaminhar o pedido, ele respondeu: ''Tanto é do meu dever que requeri''. Péres insistiu: ''Mas (o requerimento) ficou em suas mãos?'' Jader afirmou que não. ''O que eu posso dizer é que, deliberadamente, não tive interesse em evitar (o envio do pedido).'' O secretário-geral, no entanto, afirmou que recebeu ordens de Jader para segurar o pedido porque queria anexá-lo a outras informações.

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