Brasília - Depois de ter seus bens sequestrados, o ex-presidente do Senado Jader Barbalho (PMDB-PA) poderá também ter seu sigilo bancário quebrado. O pedido será feito nos próximos dias pelo Ministério Público Federal. Além do ex-senador, outras 58 pessoas também deverão ter suas contas bancárias devassadas. A intenção é saber o destino dos R$ 132 milhões desviados de 22 projetos financiados pela extinta Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).
O procurador geral da República, Geraldo Brindeiro, quer o desmembramento do processo no qual Jader e seu sobrinho, o deputado federal José Priante (PMDB-PA), são acusados de envolvimentos nas fraudes. Brindeiro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) abertura de um novo inquérito contra Priante – que possui imunidade parlamentar – enquanto Jader permanece respondendo sobre o caso na Justiça de Tocantins.
Os advogados de Jader ainda não recorreram do sequestro dos bens do ex-senador, mas entraram com representação contra os juízes federais de Tocantins, Alderico Rocha Santos e Marcelo Albernaz, que decretaram a prisão preventiva do ex-senador.

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