Jader nega renúncia ao mandato
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sexta-feira, 14 de setembro de 2001
Das Agências 
O presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), disse ontem que não pretende renunciar ao mandato para fugir de um eventual processo por quebra de decoro parlamentar. ''Todas as provas estão a meu favor'', afirmou o senador, para quem ''o bom senso recomendaria uma manifestação do Poder Judiciário'' sobre as denúncias. A renúncia foi o caminho tomado pelos ex-senadores Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e José Roberto Arruda (sem partido-DF), envolvidos no episódio da violação do painel eletrônico, para que eles não se tornassem inelegíveis. ''Meu mandato está legitimado pela Constituição'', disse Jader.
O senador que deixará o comando do Senado na próxima semana acrescentou que confia no bom senso. Para ele, o relatório da comissão especial do Conselho de Ética que pede abertura de processo de quebra de decoro parlamentar contra ele será rejeitado. ''Os senadores não vão perder a oportunidade de analisar os fatos com isenção; não vão atrás de campanha'', concluiu. O relatório irá a votação na próxima quinta com voto aberto. Para ser aprovado, é preciso a aprovação da maioria simples dos 16 senadores que integram o conselho.
Diante da provável recusa do senador José Sarney (AP) de ocupar novamente a presidência do Senado, o nome mais forte no PMDB para substituir Jader era ontem o do ministro da Integração Nacional, Ramez Tebet. Para ser eleito presidente do Senado, na próxima semana, Tebet terá de pedir demissão do cargo de ministro o que, segundo um dirigente do PMDB, não é problema.
Numa reunião que teve na quinta-feira com o presidente Fernando Henrique Cardoso, o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), apresentou uma lista com quatro nomes para suceder Jader. Os nomes foram o próprio Renan, Sarney, Tebet e José de Alencar (MG). Fernando Henrique disse a Renan que os quatro nomes eram ''excelentes'', mas não pretendia defender nenhum, porque isso era um problema do PMDB.


