Jáder diz que Alvarez demonstrou despreparo
Agência Folha
De Brasília
O presidente do PMDB, senador Jáder Barbalho (PA), autor do relatório parcial da CPI dos Bancos sobre o Proer, afirmou ontem que o ex-diretor de Fiscalização do Banco Central Luiz Carlos Alvarez, demitido, terá condições de prestar melhores esclarecimentos ao Ministério Público Federal e ao Tribunal de Contas da União sobre as irregularidades apontadas no relatório. Segundo Jader, a reação de Alvarez, ao criticar o relatório, foi a de quem não tem argumentos.
O senador disse que o ex-diretor atacou em vez de apresentar dados contestando o relatório. Ele apenas demonstrou despreparo político para o exercício do cargo, afirmou. O senador, que é também líder de sua bancada no Senado e foi autor do requerimento que criou a CPI do Bancos, disse que não retira nenhuma vírgula do seu relatório e que todas as irregularidades apontadas terão de ser explicadas à Justiça.
O senador Roberto Freire (PPS-PE), integrante da CPI dos Bancos, disse que o relatório é tão sério que já provocou a primeira baixa. Segundo ele, a ex-diretoria do Banco Central à época das operações consideradas irregulares tem de ser processada. Segundo Freire, o Ministério Público já tem elementos suficientes para processar os ex-diretores. A CPI só vai terminar em pizza se a Justiça não funcionar.
Já o senador Pedro Simon (PMDB-RS) foi enfático: Ele foi grosseiro e mal-educado. O presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), também elogiou Armínio. Mais uma vez, ele mostrou as qualidades de um administrador. Quem deve falar pelo Banco Central é sempre o presidente, afirmou.
Para o relator da CPI, senador João Alberto (PMDB-MA), a demissão de Alvarez era previsível. Este homem é muito temperamental, afirmou o senador. Há alguns meses, ele disse em reunião no BC ao líder do governo no Senado, José Roberto Arruda (PSDB-DF), que não tinha que atender aos pedidos da CPI porque não era serviçal de políticos, disse, acrescentando que Arruda se levantou exigindo respeito e Alvarez se pôs de pé também gritando com o senador, que queria ser respeitado da mesma forma. De acordo com João Alberto, Armínio Fraga assistiu a tudo abismado.





