O presidente do Congresso, senador Jader Barbalho (PMDB-PA), tachou de ‘‘absurdo e estúpido’’ o envolvimento do nome dele na derrubada de mais de 2 mil hectares de floresta em Anapu (PA), na região da Rodovia Transamazônica, para a criação de projetos da extinta Sudam.
O nome do senador, segundo colonos da região, foi usado por empresários que queriam as áreas para plantar pupunha, açaí, cupuaçu e cacau. ‘‘Era só o que faltava; eu aqui, em Brasília, no Senado, ser responsabilizado por desmatamento em Anapu. Não tenho nada a ver com isso’’, afirmou Jader, no início da noite de ontem. Ele disse que não tinha como comentar uma denúncia desse tipo. ‘‘Há alguma representação formalizada contra mim?’’, questionou. Se não há, respondeu, então não há o que dizer.
O fato de esses empresários serem, supostamente, ligados ou terem financiado campanhas políticas do PMDB nos municípios da Transamazônica, afirmou o senador, não quer dizer que ele, Jader, seja responsabilizado por fatos que fogem ao conhecimento dele. ‘‘Se estuprarem ou cometerem genocídio naquela região, qual é a relação razoável, de bom senso, que eu posso ter com isso?’’
Além do problema em Anapu, Jader também está sendo acusado de ser um dos principais beneficiários de um esquema de desvios de dinheiro público na Sudam. O presidente do Senado disse ontem estar ‘‘cansado’’ de ler na imprensa supostos vínculos entre ele e as irregularidades na Sudam. ‘‘Sendo senador pelo Pará, o meu reduto é o Estado inteiro.’’

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