No dia da renúncia de José Roberto Arruda e do anúncio de que o baiano Antonio Carlos Magalhães fará o mesmo, o presidente do Congresso, senador Jader Barbalho (PMDB-PA), reconheceu que também pode se transformar num alvo por conta das denúncias de irregularidades. ‘‘O fato político não tem norma’’, declarou ontem Jader, ao ser questionado se temia que novas acusações pudessem surgir, atingindo outros parlamentares, até mesmo ele.
O presidente do Senado também evitou fazer críticas ao desafeto político, ACM, com quem trocou ofensas no plenário da Casa. ‘‘Se ele tomar essa decisão (renúncia), ela não terá sabor especial e lamentarei profundamente’’, comentou.
O senador paraense disse ainda que não está agindo com parcialidade. Ele rechaçou as insinuações de que o prazo fixado de 15 dias dado à Mesa Diretora para abrir ou não o processo contra Arruda e ACM era um sinal de que poderia haver um acordo em que ajudaria o senador baiano agora para que, se fosse necessário, ser ajudado em seguida. ‘‘Acusaram-nos de fazer um acordo e isso não é possível. Até quando se procura demonstrar o equilíbrio, se é criticado e mal interpretado’’, afirmou ele, ao justificar que a decisão sobre o prazo foi baseada em consulta jurídica.

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