Paris – A dez dias do primeiro turno da eleição presidencial francesa, as chances do presidente candidato à reeleição Jacques Chirac e do primeiro-ministro Lionel Jospin parecem as mesmas e a estratégia para a reta final deve ser ressaltar suas diferenças.
Na última etapa da campanha presidencial, uma das grandes evidências é o pouco entusiasmo despertado junto ao eleitorado, resultado da pouca diferença entre os programas dos principais candidatos, segundo especialistas.
A situação se reflete nas pesquisas de opinião, que hora dão vitória a um, hora a outro, com uma diferença que não supera a margem de erro dos institutos especializados.
Por enquanto, a única coisa que as pesquisas de opinião podem garantir com certa segurança é que a disputa no segundo turno será entre Jacques Chirac e Lionel Jospin.
A apatia e o pouco entusiasmo do eleitorado, que, segundo especialistas, vêm da dificuldade em diferenciar os projetos dos candidatos, e uma queda nas pesquisas levaram Jospin a modificar a estratégia para o primeiro confronto do próximo dia 21.
A candidata trostkista Arlette Laguiller, que capitalizou a decepção do eleitorado com a esquerda e a ‘‘mudança para a direita’’ de socialistas e comunistas conseguindo 10% das intenções de votos, também obrigou Jospin a ‘‘esquerdizar suas posições’’.
Jacques Chirac, que se vê obrigado a entrar na campanha antes do que queria e a se desfazer da função de presidente para assumir a de candidato, parece dispor de uma certa dinâmica, enquanto as pesquisas lhe dão entre 20% e 22% dos votos do primeiro turno.
Segundo um partidário, na nova etapa, procurando uma dimensão mais elevada, ele vai insistir nas grandes diretrizes nacionais do seu projeto, deixando a seus adversários somente a questão técnica.
Tal como Jospin tem Arlette Laguiller, Chirac tem seu próprio inimigo de extrema direita: Jean-Marie Le Pen, o presidente da Frente Nacional que prometeu ‘‘matar’’ politicamente o presidente-candidato.

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