Antes da aprovação ontem do relatório final da CEI da Centronic, o vereador Joel Garcia (PP) pediu para que o encaminhamento feito pela comissão em relação ao vereador Jacks Dias - que era secretário de Gestão Pública na época da contratação da empresa, em 2005 - fosse feito separadamente. A justificativa de Garcia é que a irregularidade apontada pela CEI no caso de Jacks - que supostamente teria recebido uma comissão de R$ 52 mil para ajudar na contratação da empresa e não fiscalizar os erros do contrato - teria ocorrido na época que ele não era vereador. O encaminhamento da CEI era para que Jacks fosse investigado pela Comissão de Ética Parlamentar da Câmara, o que foi negado.
''Então para evitar uma possível nulidade de todo o relatório, peço para que o encaminhamento do Jacks seja votado separadamente'', justificou Joel no plenário. A proposta recebeu apoio da maioria dos vereadores. O petista Eloir Valença também defendeu o colega de bancada durante manifestação no plenário. ''Ele não era vereador e não existe prova cabal nenhuma de que isso aconteceu. Como eu vou colocá-lo para ser investigado agora? Manifesto minha posição contra o encaminhamento''.
Após os posicionamentos, apenas os vereadores que participaram da CEI da Centronic - Roberto Kanashiro, Rony Alves e Ivo de Bassi - mantiveram a posição de encaminhar a investigação para a Comissão de Ética Parlamentar. Todos os demais votaram pelo arquivamento no caso de Jacks.
''Eu fico muito aliviado porque isso nunca aconteceu. O relatório, aliás, atesta que eu sou inocente e eu vou usar isso em minha defesa. Acho que foi acertada (a posição dos vereadores)'', disse Jacks. Segundo ele, os documentos encontrados pelo Ministério Público que teriam apontado a ligação dele com a empresa e o suposto recebimento de dinheiro ''são falsos''. ''O papel aceita tudo'', afirmou.
O presidente da CEI da Centronic, Roberto Kanashiro, não quis entrar em detalhes sobre o assunto. ''O plenário decidiu, então temos que acatar'', finalizou. (P.B.O.)

mockup