Menos de uma semana depois de ser denunciado pelo crime de concussão - supostamente praticado 33 vezes -, o ex-secretário municipal de Gestão Pública e hoje vereador Jacks Dias (PT) foi apontado ontem como alvo também de uma ação civil pública de ato de improbidade administrativa por supostos enriquecimento ilícito e crime contra a administração pública. O anúncio foi feito ontem em coletiva dos promotores Leila Voltarelli e Renato de Lima Castro, de Defesa do Patrimônio Público, e Cláudio Esteves e Jorge Barreto da Costa, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A ação complementa a cautelar de indisponibilidade global dos bens de Jacks concedida há cerca de três semanas pelo juiz da 8 Vara Cível, Marcos Vieira.
A ação é o desdobramento da denúncia de que, durante a administração do ex-prefeito Nedson Micheleti (PT), Jacks teria cobrado uma espécie de ''mensalinho'' das empresárias Maria Aparecida Batilani e Mônica Dias Amstalden, sócias-proprietárias da empresa Setrata, sob a ameaça de rompimento do contrato da empresa, que presta serviços de limpeza ao Município. Conforme as investigações, o ex-secretário teria obtido, de 2005 a junho de 2009, R$ 225,4 mil, em valores atualizados, de propina cobrada das empresárias. Além do ressarcimento do valor acrescido de multa, o Ministério Público requereu ainda à Justiça a suspensão dos direitos políticos de Jacks por até 10 anos.
De acordo com a promotora, a indisponibilidade de bens foi pedida à Justiça depois que o Ministério Público (MP) teve a informação de que uma casa que seria do petista, avaliada em R$ 750 mil e localizada em um condomínio fechado da Zona Sul, estaria à venda. ''Isso caracterizou a intenção de dilapidar um patrimônio contra o qual eventualmente se poderia pedir ressarcimento depois, como fizemos'', justificou.
O advogado de Jacks, João Gomes, disse ontem que ainda não havia tomado conhecimento da ação e que, só após, poderia se manifestar.

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