O presidente do diretório municipal do PT, Jacks Dias, admitiu ontem que alguém possa ter conduzido um caixa paralelo na campanha de reeleição de Nedson Micheleti (PT). Perguntado pela Folha, ele afirmou que acreditava nesta possibilidade. ''Sim, pelas irregularidades que estão colocadas se forem verdadeiras. Um documento coletado tem que ser comparado com a nossa prestação de contas e também com nossos documentos oficiais'', argumentou.
Dias tentou minimizar a confirmação do caixa 2 na campanha de 2004. ''Se houve alguma irregularidade vamos regularizar, fazer uma retificação da nossa prestação de contas, não há problema'', disse, se referindo à informação de que seis donos de postos de combustíveis teriam declarado que forneceram gasolina e álcool para a campanha mas não constam na declaração de despesas feita pelo PT à Justiça Eleitoral. ''Eu sou o responsável pela conta da campanha e todos os manuseios que ocorreram foram dentro da legalidade, buscando declarar todos os valores. Se houve alguma irregularidade, vamos regularizá-los e normalizá-los. Cadê os R$ 6,5 milhões que supostamente houveram no caixa 2'', questionou. ''Houve uma denúncia colocada por uma pessoa, que disse que fizemos barbaridades para ganhar essa eleição. Coloco abertamente para a cidade que não fizemos isso, não fizemos qualquer tipo de irregularidade, de trazer recursos em nível nacional e no vulto que ela apontou. Pelos números que estão colocando para mim, facilmente podemos retificar qualquer irregularidade e normalizar nossa situação junto à Justiça Eleitoral'', concluiu. Dias garantiu que hoje inicia uma auditoria nas contas da campanha e do partido.
O presidente do PT ainda afirmou que todas as locações de veículos na campanha foram declarados. Segundo Dias, o prefeito viajou ontem para Brasília, mas não soube dizer o motivo da viagem. (C.O.)

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