Jaci Aguiar sonha com o 'Guiness'
Patrícia Zanin
De Londrina
Entrar para o Guiness Book, o livro dos recordes, é a principal meta perseguida pelo vereador de Londrina Jaci Aguiar (PDT). Ele é o campeão de projetos de lei que dão nome às ruas de Londrina. Quero encerrar meu mandato com mil homenagens aprovadas, gaba-se o vereador, que ignora as críticas e emenda: Meus colegas me criticam, mas me imitam.
Com as homenagens às famílias de pessoas mortas, ele diz estar contribuindo para a história da cidade. É o mote de minha vida pública. Trinta por cento da história de Londrina eu escrevi, afirma o vereador, que se orgulha de seu trabalho.
Ele conta que começou a se interessar pela denominação de ruas em seu primeiro mandato - está no quarto - por avaliar que as pessoas mais simples não eram reconhecidas. Via pioneiros não lembrados. Só figurões, classifica. E nunca ninguém recusou uma homenagem minha.
Mas, questionado sobre seus principais projetos que denominam nomes de rua, de praças e de terminais, ele lembra principalmente de figurões: José Garcia, dono da Viação Garcia, que empresta o nome para o terminal rodoviário de Londrina; José Lopes e Lopes, pai do ex-dono da empresa de Transportes Coletivos Grande Londrina, Manoel Lopes, que dá nome ao terminal urbano central da cidade.
Mas tem inúmeros outros de pessoas mais simples, que não tenho de cabeça, garante, lembrando-se do título de reconhecimento público, ainda não concedido, ao primeiro maleiro de Londrina, conhecido como Índio.
Para o Guiness, ele aposta entrar no ano que vem. Será uma honra muito grande, explica. Entre seus destaques, Jaci Aguiar lembra de um projeto aprovado no primeiro semestre deste ano e já sancionado pelo prefeito Antonio Belinati (PFL) que dá nome de flores às ruas internas dos cinco cemitérios municipais. A justificativa é facilitar a vida das famílias que têm parentes sepultados nos cemitérios, além de humanizar o espaço. Recebi e-mail de vários estados do País querendo cópia do projeto.
Outra ambição é ressuscitar a Comenda Jacu que, na sua opinião, seria o maior símbolo que se pode dar a um pioneiro. O projeto começou a tramitar no final da legislatura passada, em 96, mas não vingou. Dessa vez acho que passa, aposta.
Aguiar nega que suas propostas sejam exclusivamente eleitoreiras. A política passa, mas a homenagem é para sempre, diz o vereador que, em 96, ficou como primeiro suplente e só está na Câmara porque o titular, Moysés Leônidas (PDT), foi eleito deputado estadual. Ele aposta em sua reeleição no ano que vem, mesmo estando ameaçado de cassação de mandato por uma Comissão Processante da Câmara, que analisa denúncia de infração ético-parlamentar.
O vereador está envolvido no caso conhecido como escândalo do leite. Ele e outras três pessoas foram denunciados pelo Ministério Público por tentativa de extorsão contra duas cooperativas da região. Teriam pedido R$ 80 mil para não divulgar laudos comprometendo o leite das cooperativas. Aguiar nega qualquer envolvimento e diz ter sido vítima de armação política.





