São Paulo - O deputado Ricardo Izar (PTB-SP), manteve ontem o afastamento da deputada Ângela Guadagnin (PT-SP) do Conselho de Ética da Câmara. Izar, que preside o Conselho, disse que deve indicar hoje o deputado que substituirá Guadagnin como relator do caso José Janene, suspeito de envolvimento com o ‘‘valerioduto’’. Na semana passada, o PPS entrou com representação pedindo censura verbal e escrita pelo comportamento da deputada. Guadagnin dançou no plenário da Câmara para comemorar a absolvição do deputado João Magno (PT-MG), acusado de envolvimento no ‘‘mensalão’’. A coreografia que ficou conhecida como a ‘‘dança da pizza’’.
  A Mesa da Câmara opõe-se ao afastamento da deputada. Para a Mesa, Guadagnin só deveria ser afastada se o PPS pedisse perda ou suspensão do mandato da deputada, casos que seriam julgados pelo conselho. Segundo Izar, contudo, a Mesa não enviou até o momento nenhuma objeção formal sobre o caso: ‘‘Se a Mesa enviar uma manifestação por escrito contra o afastamento da deputada, vou recorrer à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) para analisar a questão.’’ A deputada defendeu todos os deputados acusados de envolvimento com o mensalão. Foi dela o pedido de vista que atrasou a votação final do relatório do ex-presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), prevista para hoje. O lugar de Guadagnin no Conselho foi ocupado pela suplente dela, Neide Aparecida (GO). Neide foi a única a votar contra o pedido de cassação do deputado Josias Gomes (PT-BA).

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