Brasília - O presidente do Conselho de Ética da Câmara, Ricardo Izar (PTB-SP), afirmou ontem que há ''grandes chances'' de haver renúncias de mandato nesta semana entre os 13 parlamentares que estão na iminência de terem seus processos de cassação abertos. Segundo ele, todos sabem, que serão cassados caso não renunciem.
Os seis petistas do grupo, embora afirmem que não pretendem abandonar a luta pelo mandato, avaliam rever a decisão caso constatem que todos os outros sete não petistas pretendam renunciar, o que os deixariam isolados na ''arena'' do Conselho de Ética.
''Acho que há grandes chances de alguns renunciarem. Todos já sabem, principalmente aqueles que erraram, que vindo para o Conselho de Ética eles vão ser cassados'', afirmou Izar.
Esta semana é decisiva porque a Mesa Diretora se reúne hoje e deve definir pela abertura do processo de cassação contra os 13 deputados, posição que será defendida pelo presidente da Casa, Aldo Rebelo (PC do B-SP). Há uma possibilidade de adiamento para a próxima semana da decisão caso o quarto-secretário, João Caldas (PL-AL), cumpra a promessa de pedir ''vista'' aos processos.
Antes de ter seu nome enviado ao conselho, o acusado que renunciar fica livre da inelegibilidade até 2015 que uma cassação acarretaria. Izar disse que, se a Mesa aprovar a abertura hoje, ele abre os processos na quinta. Com isso, hoje e terça-feira serão dias de intensas conversas entre os acusados.
Os petistas cujos mandatos estão ameaçados são: Paulo Rocha (PA), Josias Gomes (BA), Professor Luizinho (SP), José Mentor (SP), João Paulo Cunha (SP) e João Magno (MG). José Dirceu (SP) já sofre processo.
Os outros sete acusados são: José Borba (PMDB-PR), Wanderval dos Santos (PL-SP), José Janene (PP-PR), Pedro Henry (PP-MT), Pedro Corrêa (PP-PE), Vadão Gomes (PP-SP) e Roberto Brant (PFL-MG). Desses, a renúncia mais certa é a de Borba. Dos quatro pepistas, todos negam a renúncia. ''Não vou deixar de enfrentar o julgamento'', disse Janene.

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