Itamar tende a ficar com indefinidos
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sábado, 08 de setembro de 2001
Das Agências 
Principal personagem na convenção, o governador de Minas Gerais, Itamar Franco, ainda não se definiu sobre o destino partidário que tomará se o seu grupo perder o comando da sigla. Cobiçado por agremiações de menor expressão, Itamar emitiu sinais nos últimos dias de que pode acabar permanecendo no PMDB, mesmo sendo derrotado hoje. Mas impõe duas condições.
Primeiro, ele deseja ser tratado com respeito quando estiver presente no ginásio de esportes do Colégio Marista. Em 98, Itamar foi ofendido na convenção. Militantes instruídos pelos seus adversários gritaram durante seu discurso, impedindo que fosse ouvido. Entre outros xingamentos, Itamar foi chamado de ''Shirley'' pelos governistas. Saiu humilhado.
Itamar desconfia de que a data marcada para a prévia para o candidato à Presidência, em 20 de janeiro de 2002, seja apenas uma cortina de fumaça preparada pela ala governista da sigla. Ele deseja que a escolha seja ainda neste ano.
O PMDB do Paraná vai reforçar o coro dos que defendem o desembarque do partido de dentro do governo FHC. O senador Roberto Requião, que está do lado de Maguito, de Itamar e do ex-governador Orestes Quércia seu ex-desafeto contra o que classifica de cooptação da direção nacional pelo Palácio do Planalto, desafia os convencionais: ''Vamos ver se ainda existe vida ativa no partido.'' O PMDB do Paraná leva a Brasília seus 21 delegados e todos vão votar em peso em Maguito, segundo o senador paranaense.
O clima de guerra da convenção de hoje, que pode levar até a agressões físicas, tem pelo menos um motivo forte: o tempo de TV e rádio que o PMDB terá na campanha para a sucessão de FHC: 15 minutos.


