Itamar é intimado a depor

Arquivo FolhaItamar Franco denunciou FHC mas se recusa a prestar depoimentoO ex-presidente Itamar Franco foi intimado ontem a depor no processo que investiga o uso da máquina do governo na convenção do PMDB. A pedido do corregedor-geral eleitoral, ministro Nilson Naves, Itamar terá de comparecer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na terça-feira, dia 12, às 10 horas, sob pena de ser conduzido por força policial. O corregedor lembrou na intimação que o artigo 218 do Código de Processo Penal determina que ‘‘se regularmente intimada a testemunha deixar de comparecer sem motivo justificado, o juiz poderá requisitar à autoridade policial a sua apresentação ou determina que seja conduzida por oficial de Justiça, que poderá solicitar auxílio da força pública.’
O ministro espera que o ex-presidente esclareça à Justiça eleitoral as acusações que fez na imprensa sobre e convenção do PMDB do dia 8 de março. Referindo-se a colegas do partido que apoiaram a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso, Itamar disse: ‘‘O lado que ganhou comprou. O lado que perdeu não comprou, há uma diferença.’ Afirmou ainda que ‘‘foi uma convenção fascista, paramilitar’’. ‘‘Temos de tomar cuidado para que isso não aconteça na campanha eleitoral’’, alertou. Cópia de vídeos com as suas declarações foram encaminhadas à corregedoria-eleitoral pelos advogados da oposição ao corregedor.
O ex-presidente faltou, sem dar explicações, à audiência marcada pelo corregedor na semana passada. Foram ouvidos o senador Roberto Requião (PMDB-PR) e o vereador João Carlos Arantes. Eles não conseguiram comprovar as denúncias contra o presidente Fernando Henrique, o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, e o ex-ministro da Justiça Íris Rezende. O corregedor também intimou a prestar depoimento na terça-feira (12) o senador Casildo Maldaner (PMDB-SC), às 14h30, e, às 17 horas, Edinho Bez, citado no processo. Ele rejeitou os pedidos da acusação para que intimasse a comparecer cinco outras pessoas, entre elas o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Sérgio Cutolo, e o ex-ministro da coordenação política Luiz Carlos Santos.

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