Arquivo/Folha de LondrinaItamar: ‘‘O julgamento de meu governo foi feito nas urnas’’O ex-presidente Itamar Franco considerou ‘‘desprezíveis’’ as acusações feitas contra ele pelo presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), no discurso de quinta-feira. Itamar enviou carta ontem a ACM, na qual diz que o senador foi movido por ‘‘interesses menores’’ ao criticá-lo. ‘‘O julgamento de meu governo foi feito nas urnas. O povo elegeu o meu candidato’’, afirma Itamar na carta, referindo-se ao presidente Fernando Henrique Cardoso, que foi ministro da Fazenda do seu governo. O presidente do Senado informou, por intermédio de sua assessoria, que responderá hoje a Itamar.
No discurso, ACM fez críticas ao desempenho de Itamar como embaixador do Brasil em Portugal e como chefe da missão brasileira junto a OEA (Organização dos Estados Americanos). Disse que Itamar havia pedido pensão como ex-presidente, insinuou que ele havia lutado para ser senador vitalício - por meio do então líder do seu governo, senador Pedro Simon (PMDB-RS) - e chamou seu governo de ‘‘governo de atraso’’.
‘‘Quem não ficava no posto era o seu chefe, o ex-senador, ex-presidente sempre embaixador Itamar Franco. Desse, realmente Portugal não tem saudades, porque não exerceu a embaixada. Não exerceu a embaixada, e vossa excelência bem o sabe, como não está exercendo a da OEA’’, disse ACM. Ele subiu à tribuna para reagir a declarações feitas por Simon contra ele e o PFL em entrevista a Jô Soares, no programa da terça-feira anterior.
No programa, Simon disse que ACM integra um ‘‘quinteto’’ do PFL que ‘‘faz a cabeça’’ de FHC. Afirmou que, por influência desse grupo, o presidente abandonou as questões sociais. O ex-presidente negou ter pedido pensão ao Congresso ou ter pretendido ser senador vitalício.

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