Itamar diz que acusações de ACM são desprezíveis
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sexta-feira, 06 de junho de 1997
Agência Folha Brasília 
Arquivo/Folha de LondrinaItamar: O julgamento de meu governo foi feito nas urnasO ex-presidente Itamar Franco considerou desprezíveis as acusações feitas contra ele pelo presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), no discurso de quinta-feira. Itamar enviou carta ontem a ACM, na qual diz que o senador foi movido por interesses menores ao criticá-lo. O julgamento de meu governo foi feito nas urnas. O povo elegeu o meu candidato, afirma Itamar na carta, referindo-se ao presidente Fernando Henrique Cardoso, que foi ministro da Fazenda do seu governo. O presidente do Senado informou, por intermédio de sua assessoria, que responderá hoje a Itamar.
No discurso, ACM fez críticas ao desempenho de Itamar como embaixador do Brasil em Portugal e como chefe da missão brasileira junto a OEA (Organização dos Estados Americanos). Disse que Itamar havia pedido pensão como ex-presidente, insinuou que ele havia lutado para ser senador vitalício - por meio do então líder do seu governo, senador Pedro Simon (PMDB-RS) - e chamou seu governo de governo de atraso.
Quem não ficava no posto era o seu chefe, o ex-senador, ex-presidente sempre embaixador Itamar Franco. Desse, realmente Portugal não tem saudades, porque não exerceu a embaixada. Não exerceu a embaixada, e vossa excelência bem o sabe, como não está exercendo a da OEA, disse ACM. Ele subiu à tribuna para reagir a declarações feitas por Simon contra ele e o PFL em entrevista a Jô Soares, no programa da terça-feira anterior.
No programa, Simon disse que ACM integra um quinteto do PFL que faz a cabeça de FHC. Afirmou que, por influência desse grupo, o presidente abandonou as questões sociais. O ex-presidente negou ter pedido pensão ao Congresso ou ter pretendido ser senador vitalício.


