Itália quer ser ouvida sobre refúgio de Battisti
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Renata Giraldi<br>Folhapress 
Brasília - O embaixador da Itália no Brasil, Michele Valensise, disse ontem ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que o governo italiano quer ser ouvido sobre o caso de Cesare Battisti, ex-militante da organização Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) - que recebeu na semana passada o status de refugiado político no Brasil. O diplomata afirmou ainda que os italianos insistirão na extradição de Battisti.
Mendes e Valensise conversaram por cerca de uma hora no gabinete do presidente do STF. Para os italianos, o governo brasileiro deve reverter a decisão de conceder refúgio político a Battisti.
Desde 2007, Battisti está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
O STF deve julgar o pedido de revogação da prisão preventiva do italiano. Com a concessão do status de refugiado político, Battisti poderá ficar em liberdade, trabalhar e morar no Brasil. Porém, o julgamento na Suprema Corte só ocorrerá depois de o Ministério Público Federal concluir o parecer sobre o assunto.
Não há data para a conclusão do parecer do procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza. Mas há informações que ele pretender ser breve na elaboração do documento. Ele está com o assunto em mãos desde a última sexta-feira.
A concessão de refúgio político a Battisti, no último dia 13, gerou reações do governo italiano ao Parlamento, Judiciário e também de movimentos de direitos humanos.


