Curitiba - A existência de uma espécie de ''caixa-preta'' na Usina de Itaipu Binacional foi denúncia da revista Isto É, em sua última edição. Itaipu manteria um caixa dois (contabilidade paralela) e que estaria prestes a ser investigada pela CPMI dos Correios, nos próximos dias, de acordo com a revista.
A Isto É publicou denúncias de Laércio Pedroso, que trabalhou como gerente financeiro da Itaipu. A revista diz que a usina movimentaria bilhões de dólares todos os anos sem se submeter às leis brasileiras e às leis do Paraguai, estando imune aos controles do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Receita Federal, por exemplo.
A usina de Itaipu a maior em operação no mundo tem um orçamento anual de aproximadamente US$ 2 bilhões e 500 milhões. O empreendimento foi desenvolvido pelo Brasil e pelo Paraguai no Rio Paraná. De acordo com a assessoria de imprensa da usina, por ser binacional, Itaipu tem natureza jurídica diferenciada de estatais e empresas privadas, mantendo, por isso, algumas regras próprias para sua administração.
Em nota, a Itaipu se defende dizendo que a matéria traz ''inverdades, leviandades e fantasias sobre a Itaipu Binacional''. A nota diz que suas atividades são submetidas a auditorias internas e externas, de acordo com o que determina o Tratado de Itaipu, mantido pelo Brasil e Paraguai.
A nota afirma ainda que mais de 300 funcionários brasileiros e paraguaios têm acesso a todas as movimentações financeiras, além da Eletrobrás, Ministério de Minas e Energia e Tesouro Nacional. Do orçamento total de mais de US$ 2 bilhões, sobra para custeio e investimentos apenas 11%, divididos em partes iguais às administrações brasileira e paraguaia.
''O restante sequer passa por Itaipu, indo direto ao Tesouro Nacional para pagamento da dívida com a construção da Usina e dos royalties aos governos e municípios do Brasil e Paraguai'', diz a nota emitida pela direção da Itaipu.

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