Itaicy Mendonça, chefe de gabinete do reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Jackson Proença Testa, admitiu ontem que ordenou a reformatação do computador que usava na instituição. A reformatação aconteceu após o apresentador de TV Márcio Mello acusar Itaicy (afastado do cargo) de se beneficiar com o superfaturamento de um contrato publicitário entre a UEL e Rádio Nova Ingá, de Maringá.
‘‘Em seguida ao meu pedido de afastamento (24 de maio), retirei documentos pessoais (do gabinete). Estava acompanhado do meu filho, Mário Henrique’’, relatou Itaicy, que ontem deu entrevista coletiva. Ele afirmou que no computador estavam ‘‘anotações de caráter pessoal’’.
Itaicy disse que pediu a um funcionário da UEL que fizesse a reformatação. ‘‘Como esse não conseguia fazê-lo, pedi ao meu filho que o fizesse’’, relatou. Na segunda-feira, membros da Comissão Permanente de Investigação do Conselho Universitário disseram que sabiam quem havia ordenado e executado a reformatação.
Itaicy apresentou extratos bancários da sua conta no Banestado (de 13 a 30 de março de 1997), que comprovariam sua ‘‘inocência’’ com relação às denúncias de Mello. O apresentador afirmou que Itaicy recebeu R$ 7,6 mil do ex-deputado federal Benedito Pinga-Fogo de Oliveira, dono da rádio.
Para o reitor, o extrato é a ‘‘prova cabal’’ de que as denúncias são falsas. Ele convocou para ontem uma reunião extraordinária do Conselho Universitário e disse que a UEL vai entrar com duas ações judiciais. Uma contra Mello e outra contra o ex-vice-reitor Marcio Almeida, que disse ter ouvido uma gravação telefônica em que Itaicy pedia propina a empresários que faziam serviços à UEL.

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