São Paulo - Tropas israelenses mataram 13 palestinos no fim de semana, entre eles duas crianças, que morreram em um ataque de helicóptero. O presidente de Israel, Moshe Katzav, pediu que se fizesse uma investigação para averiguar se não houve precipitação por parte das Forças Armadas.
A violência parece encerrar as perspectivas de negociação de paz entre israelenses e palestinos, depois de quase dois anos de confrontos sangrentos (a Intifada, levante palestino contra a ocupação israelense, começou em setembro de 2000).
Ontem soldados israelenses mataram quatro palestinos na cidade de Hebron (Cisjordânia), numa operação que os palestinos qualificaram de ''assassinato de trabalhadores inocentes''.
Um porta-voz do Exército israelense declarou que os soldados abriram fogo contra homens que invadiram a área agrícola de um assentamento judeu, em atitude suspeita.
Em outra região da Cisjordânia, soldados israelenses invadiram o campo de refugiados de Jenin e mataram Abdel-Kareem, que, segundo o grupo Jihad Islâmico, era um de seus jovens combatentes.
O presidente da Palestina, Iasser Arafat, atacou duramente Israel pelas recentes mortes e acusou o governo de inviabilizar deliberadamente as frágeis tentativas de um cessar-fogo.
Arafat disse aos jornalistas que ''o que ocorreu não foi um massacre, mas vários massacres, motivados pelas autoridades políticas e militares de Israel que querem encerrar o processo de paz''.
O presidente de Israel, Moshe Katzav, antigo membro do partido de direita Likud que agora ocupa um cargo meramente cerimonial, disse durante uma visita a uma escola árabe em Israel que o exército deve rever suas táticas.

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