Jerusalém – O exército israelense destruiu ontem à noite a maior parte do prédio da Mukata, a sede da Autoridade Palestina, em Hebron (Cisjordânia), com explosivos. Vários palestinos que estavam dentro podem ter morrido, anunciou a rádio militar israelense.
Várias escavadeiras retiravam os escombros para que soldados israelenses pudessem entrar no que restou da Mukata, acrescentou a rádio, segundo a qual o exército tinha a intenção de destruir todo o prédio nas horas seguintes.
Militares citados pela rádio disseram que cerca de quinze palestinos procurados por Israel, a maioria membros do Tanzim – considerado o grupo armado vinculado ao movimento Fatah do presidente da Autoridade Palestina Yasser Arafat –, estariam dentro da Mukata, sitiada pelo exército desde terça-feira. Por sua vez, a rádio pública destacou que o exército tinha avisado os palestinos que supostamente estavam entrincheirados dentro do prédio para que se rendessem, antes de explodi-lo.
Gaza – Cerca de 549.000 palestinos ficaram sem emprego por causa da reocupação das principais cidades autônomas na Cisjordânia por parte do exército israelense, denunciou esta sexta-feira o ministro palestino do Trabalho, Ghassan al Khatib. ‘‘O exército israelense impõe um toque de recolher durante as 24 horas do dia em todos os grandes centros da Cisjordânia, com exceção de Jericó e Jerusalém Leste’’, declarou Khatib, que manifestou seu temor de que a situação se estenda por muito tempo.
Desde o início da Intifada, em setembro de 2000, a grande maioria dos palestinos já não podia ir trabalhar em Israel. Segundo o ministro, esta situação representa perdas salariais diárias de US$ 924 mil para os palestinos.
Washington – O presidente americano George W. Bush está ‘‘satisfeito’’ depois das reuniões que manteve no Canadá com os dirigentes do G8 ao abordar o tema do Oriente Médio, informou ontem o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer. O presidente está satisfeito com a mensagem que escutou durante as reuniões particulares que manteve por ocasião da cúpula dos líderes do Grupo dos Oito (G8), afirmou Fleischer à imprensa.

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