Israel volta a invadir Jenin
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sexta-feira, 17 de maio de 2002
Das agências 
JerusalémO campo de refugiados de Jenin voltou a ser, na madrugada de ontem, cenário de uma incursão por parte do Exército israelense, que entrou com infantaria e tanques em busca de milicianos palestinos que supostamente fugiram na última invasão. Não há registros de feridos durante a operação no campo, já devastado e arruinado pela invasão na Operação Muro de Defesa no mês passado, nem na cidade de Jenin, onde as tropas também realizaram registros, revistas e identificações.
Fontes militares asseguram que quando finalizarem suas tarefas de busca, se retirarão, enquanto os palestinos mencionam duas prisões.
Refugiados do campo de Jenin explicaram que as forças israelenses detiveram Jamal abu-Alwafa, membro das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, e cercaram a casa de um militante do movimento da resistência islâmica, Hamas, Jamal Abu al-Haija. Este último não apareceu, mas sua esposa e seus filhos abandonaram a casa, que depois foi incendiada pelas granadas jogadas pelo Exército.
O campo de refugiados de Jenin foi bombardeado durante dez dias por helicópteros e tanques durante a chamada operação Muro de Defesa israelense, com um número de mortos e feridos ainda não determinado.
Por outro lado uma patrulha do Exército matou um palestino que se aproximava do assentamento judeu de Dugit na Faixa de Gaza, informaram fontes militares.
HamasOs atentados suicidas contra os israelenses continuarão até a criação de um Estado palestino, afirmou ontem o porta-voz no Líbano do movimento radical islâmico palestino Hamas, durante uma reunião pública num campo de refugiados palestinos.
As operações com mártires, assim como a resistência, continuarão até a construção de um Estado palestino, afirmou Osama Hamdan, diante de 5 mil pessoas, no campo de Al Bass, no Sul do Líbano.


