JerusalémO Exército israelense, inabalável em sua grande ofensiva contra os territórios autônomos palestinos, já ocupa cinco cidades da Cisjordânia e teme-se a invasão de Gaza, enquanto seus tanques mantêm o cerco a Yasser Arafat em Ramallah e à Basílica da Natividade de Belém.
Pelo menos onze palestinos foram mortos por fogo israelense nas últimas 24 horas enquanto em Ramallah, ocupada e sob toque de recolher desde a madrugada da sexta-feira, é impossível saber o número de vítimas fatais. ‘‘Não se pode calcular’’ o número de mortos, disse um dirigente local da ANP porque o toque de recolher impede que sejam retirados os corpos que estão nos edifícios e nas ruas.
O presidente da ANP, Yasser Arafat, continua cercado por tanques na Mukata de Ramala pel sexto dia consecutivo, depois de rejeitar a ‘‘oferta’’ do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, de deixar os territórios palestinos ‘‘com uma passagem só de ida’’.
BelémA situação não é melhor em Belém, a 7 quilômetros de Jerusalém, onde o Exército continua cercando a Igreja da Natividade, lugar em que segundo a tradição cristã nasceu Jesus Cristo, onde atualmente se encontram refugiadas cerca de 200 pessoas entre militantes palestinos e civis para proteger-se da ofensiva israelense. Pelo menos onze pessoas feridas, duas delas em estado grave, estão no interior da Basílica, informou à EFE Mahmud Al Madani, governador de Belém que permanece no interior do templo junto a outros civis. Al Madani relatou que ‘‘a situação é muito difícil, já que estamos sem água, sem luz, sem comida e com frio’’ dentro da Basílica.
O governador explicou que entraram em contato com a Cruz Vermelha Internacional para que interceda junto ao Exército a fim de que, pelo menos, sejam retirados os feridos e os civis. Segundo algumas fontes locais, os militares autorizaram a entrada de um médico palestino para atender aos feridos.
Seis jornalistas italianos que estavam refugiados no convento franciscano anexo à Basílica da Natividade saíram ontem à tarde finalmente para Jerusalém, depois de recolhidos por dois veículos blindados do consulado geral italiano.

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