JerusalémUm porta-voz israelense rejeitou ontem o apelo do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, para o envio de uma força multinacional aos territórios palestinos ocupados por israel, considerando que essa força não seria ‘‘apropriada’’. ‘‘No atual contexto não acreditamos que uma presença internacional poderia ser útil’’, afirmou Avi Panzer, porta-voz do governo.
‘‘Não nos encontramos em uma situação na qual dois exércitos ou dois países se enfrentam. De um lado, temos um exército que obedece à lei e, de outro, uma organização terrorista que não vacila em nos atacar e não vacilaria em fazer o mesmo contra uma força multinacional’’, acrescentou.
Annan pediu ontem ao Conselho de Segurança da ONU que instale, nos territórios palestinos ocupados, uma força multinacional com autoridade de poder usar a força para por fim à escalada de violência.
‘‘A situação tornou-se tão perigosa que a comunidade itnernacional tem a obrigação de dar essa assistência’’, acrescentou Annan num discurso do qual a AFP conseguiu uma cópia, numa sessão a portas fechadas do Conselho.
Mortes e prisãoO exército israelense deteve ontem Hossam Atef Ali Badran, um dos líderes do braço armado do movimento radical islâmico Hamas e matou outros três paloestinos, em uma operação nna zona leste de Nablus (Cisjordânia), segundo fontes militares israelenses e palestinas. Badran foi detido em ‘‘uma operação combinada de Tsahal (exército israelense) e dos serviços de segurança internos (Shim Beth) na zona leste de Nablus’’, informou um porta-voz militar em Jerusalém, sem precisar o local desta operação.
ArafatO presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, está em boas condições de saúde, apesar de sofrer de insônia por causa do cerco das Forças israelenses a seu quartel-general de Ramallah (Cisjordânia), desde o dia 29 de março, declarou ontem seu médico pessoal.
‘‘Eu o encontrei animado e em boa saúde’’, afirmou em uma coletiva de imprensa o médico Achraf Kurdi, depois de retornar de Ramallah. Ele viajou na companhia do ministro jordaniano das Relações Exteriores, Marwan Moasher.
‘‘A memória dele funciona bem. É coerente e analisa muito bem o que está acontencendo’’, explicou. Destacou, no entanto, que Arafat, de 72 anos de idade, sofre ‘‘com a falta de sono por causa do cerco a seu quartel’’.

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