JerusalémO Exército israelense intensificou ontem sua ofensiva na Cisjordânia: ocupou Kalkiliya e ampliou a presença de suas tropas em Belém e Tulkarem, apesar das críticas internacionais. Enquanto isso, continua pressionando o presidente palestino Yasser Arafat, que se encontra isolado e incomunicável em Ramallah, uma cidade autônoma declarada zona militar fechada.
‘‘A cidade de Kalkiliya, ao Norte da Cisjordânia, foi totalmente ocupada durante a noite. Nossas tropas aumentaram e mudaram de posição em Belém e Tulkarem’’, confirmou à AFP um porta-voz do Exército em Jerusalém. Ele também admitiu que oito soldados ficaram feridos, um deles em estado grave, na explosão de uma bomba quando uma casa era revistada.
Em Tulkarem, segundo os serviços de segurança palestinos, pelo menos sete palestinos suspeitos de colaborar com Israel foram assassinados por um grupo de homens armados não identificados. Os corpos de outros dois palestinos também suspeitos de traição foram encontrados nas ruas de Kalkiliya.
Fontes dos serviços de segurança palestinos garantiram que cerca de 60 tanques entraram nesta cidade autônoma à noite. Na região de Belém, foi observado um aumento das tropas de Beit Jala, localidade ocupada pelo Estado hebreu há vários dias, e em Doha, cidade vizinha.
BarreirasO exército israelense começou ontem a instalar sacos de areia e alambrados em volta do escritório do presidente palestino, Yasser Arafat, cercado em Ramallah (Cisjordânia), indicou por telefone à AFP um dirigente que está dentro do prédio. Ele acrescentou que as reservas de água do prédio já estão esgotadas.
ExplosõesTrês fortes explosões e intensas rajadas de metralhadoras pesadas foram ouvidas ontem à noite perto do quartel-general do presidente palestino Yasser Arafat em Ramallah. Até agora não foi possível levantar qualquer outro esclarecimento sobre estas explosões.

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