Jerusalém - O Governo israelense decidiu ontem examinar os ‘‘aspectos jurídicos’’ sobre uma eventual expulsão das famílias dos camicases palestinos. A informação é do secretário do governo, Gideon Saar, depois de uma reunião do conselho de ministros. Esta medida foi decidida devido aos atentados suicidas de terça e quarta-feiras em Jerusalém, que causaram 26 mortos.
‘‘Hoje estamos em guerra e, além dos meios defensivos, como a edificação de uma barreira de segurança, devemos assumir ações ofensivas, como a expulsão das famílias de terroristas para a Faixa de Gaza’’, acrescentou Effi Eitam, ministro sem pasta do Partido Nacional Religioso (PNR). A rádio pública israelense também mencionou a possibilidade de uma expulsão das famílias de terroristas para a Faixa de Gaza.
O principal negociador palestino Saeb Erakat condenou a possível expulsão das famílias dos camicases palestinos. ‘‘A Autoridade Palestina condena as decisões do gabinete israelense. São decisões graves e constituem uma interrupção do processo de paz’’, declarou. ‘‘As ameaças (evocadas por Israel) de expulsar as famílias ou os indivíduos palestinos representam um crime conforme a Quarta Convenção Internacional de Genebra.’’
Erakat também conclamou a comunidade internacional, em especial os Estados Unidos, a ‘‘reagirem imediatamente para fazer cessar os crimes e as agressões israelenses e conseguir a retirada (de Israel) dos territórios palestinos’’.
Para impedir os atentados, o gabinete israelense também se declarou a favor da continuação da construção do primeiro setor dos 102 km de muro de segurança, cujas obras começaram dia 16 de junho. O Exército israelense também começou a convocar os reservistas, segundo os ‘‘procedimentos de emergência’’ por um período de 30 días renováveis.

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