CopenhagueUm alto funcionário do ministério israelense das Relações Exteriores se reuniu, no meio da semana, com autoridades dinamarquesas em Copenhague para explicar e divulgar o plano do chanceler Shimon Peres objetivando a criação rápida de um Estado palestino.
O objetivo de Peres é reativar o processo de paz. Elaborado pelo próprio chefe da diplomacia israelense e pelo presidente do conselho legislativo palestino, Ahmad Qorei, o plano não foi aceito pelo primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon.
O plano parece ser o único caminho para sair do atual beco sem saída e atoleiro em que se encontra o processo de paz no Oriente Médio, frisou o funcionário.
No segundo semestre de 2002, o governo da Dinamarca presidirá a União Européia.
Apoio popularO ministro dos Negócios Estrangeiros israelense, Shimon Peres, considera que o reconhecimento de um Estado palestino teria um grande apoio popular em Israel e seria algo que poderia impulsionar o processo de paz.
‘‘Cerca de 64% da população (israelense) apóia a idéia’’, afirmou Perez numa entrevista à revista alem㠑‘Focus’’, que será publicada amanhã.
O chefe da diplomacia israelense formulou implicitamente uma crítica ao primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, por ter praticamente posto de lado o líder da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, como um interlocutor de paz.
De qualquer forma, Peres recusou a proposta francesa de convocar eleições nos territórios palestinos, acrescentando que seria má idéia.

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