Israel destrói rádio palestina
PUBLICAÇÃO
domingo, 20 de janeiro de 2002
France Presse 
Ramalah, CisjordâniaO exército israelense destruiu, com explosivos, ontem pela manhã, o edifício da rádio palestina em Ramalah (Cisjordânia), atacando um novo símbolo da Autoridade Palestina. O conselheiro do presidente palestino Yasser Arafat, Nabil Abu Rudeina, exigiu sanções internacionais contra o Estado hebreu para que cessem seus crimes contra os palestinos, denunciando a destruição do edifício da Voz da Palestina.
O exército israelense afirmou que esta operação fazia parte das represálias ao atentado de quinta-feira em Hadera, no Norte Tel Aviv, onde um palestino abriu fogo num salão de festas, matando seis pessoas e ferindo outras 30, antes de ser morto pela polícia.
Militares israelenses chegaram em cerca de 20 blindados. Eles esvaziaram o prédio antes de colocar os explosivos, segundo testemunhas.
De acordo com um porta-voz do exército, as forças israelenses entraram no edifício, protegeram uma parte do material e explodiram o prédio, antes de abandonar o setor. Ninguém ficou ferido durante a operação.
O setor oferecia ontem um espetáculo desolador. Continuava saindo fumaça do edifício, onde algumas pessoas tentavam recuperar seus equipamentos. Duas antenas estavam inutilizadas.
AcusaçãoO governo de Israel considera o presidente palestino Yasser Arafat e Autoridade Nacional Palestina responsáveis pelo atentado de quinta-feira em Hadera, o que criou uma nova situação, de acordo com informações oficiais. Consideramos responsáveis Arafat e a Autoridade Palestina porque pedimos, exigimos e intimamos Arafat a fazer algo contra as organizações terroristas, a tomar medidas contra suas infra-estruturas para desmantelar seus meios de ação, e ele nada fez, declarou o porta-voz israelense Aryeh Meckel.
É evidente que isto cria uma nova situação, disse Meckel, acrescentando que o governo deve examinar o que irá fazer para proteger os cidadãos de Israel. Constatamos que os palestinos decidiram retomar os atentados suicidas no centro de Israel, afirmou o porta-voz.


