Israel amplia ação ofensiva
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terça-feira, 05 de março de 2002
France Presse 
JerusalémO minigabinete de segurança israelense se reuniu ontem, em Tel Aviv, durante mais de quatro horas e decidiu ampliar a luta contra o terrorismo, assinalou a rádio pública israelense. Segundo a emissora, o primeiro-ministro Ariel Sharon presidiu a reunião. Não foi tomada qualquer decisão sobre o regresso de tanques israelenses às proximidades do escritório do presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, em Ramallah (Cisjordânia), acrescentou a rádio.
O minigabinete é uma instância que reúne seis a sete ministros.
Nova invasãoTanques israelenses invadiram ontem à noite o acampamento de refugiados de Rafah, ao sul da Faixa de Gaza, com metralhadoras pesadas e disparando obuses, informaram fontes da segurança palestina e testemunhas. De acordo com testemunhas, dezenas de tanques e duas escavadeiras participaram da invasão. As forças israelenses fizeram simultaneamente outra incursão de menor intensidade a nordeste do acampamento de refugiados de Burej (centro da Faixa de Gaza), acrescentaram responsáveis palestinos.
3 mortos em Tel AvivO ataque de um atirador palestino em Tel Aviv deixou três israelenses mortos e outros 30 feridos na madrugada de ontem, segundo o último balanço das fontes médicas. O atentado ocorreu às 2h13 local na estrada Petach Tikva, um dos principais eixos de Tel Aviv, onde funcionam vários restaurantes, bares e boates durante toda a noite.
Segundo a polícia, que isolou o setor a procura de um carro-bomba, o terrorista também levava uma carga explosiva que não teve tempo de detonar.
AutoriaO movimento radical Jihad Islâmica reivindicou, em um comunicado, o atentado suicida cometido ontem, em um ônibus em Afula, norte de Israel, no qual morreu um israelense e quatro ficaram feridos.
Explosão confusaUma confusão total reinava ontem em relação à origem de uma forte explosão que causou um morto e 14 feridos palestinos em um armazém do popular bairro Al Nasser, norte da cidade.
Achamos que se trata de um míssil terra-terra lançado pelo exército isralense, declarou o general Mahmud Abu Marzug, chefe da proteção civil para a Faixa de Gaza, enquanto especialistas em minas inspecionavam a zona.
Trata-se de outro crime contra civis, afirmou o general, mas alguns vizinhos disseram que talvez os palestinos tenha sofrido um acidente enquanto manipulavam explosivos, já que, antes da explosão, muitas pessoas estavam gritando, dizendo para todos se afastarem porque algo ia explodir.


